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terça-feira, 22 de abril de 2014

60º QUINTASOITO: DUO RAÍZA GANZÁ apresenta "VALSAMORAS"


O Duo Raíza Ganzá é um projeto artístico que surgiu da necessidade de pesquisar compositores do modernismo e músicas extraídas das manifestações populares brasileira das diversas matrizes. O Duo se propõe a criar releituras desse legado musical brasileiro e colaborar com novos saberes na feitura de nossa música. Nesse trabalho, apresentamos as "Valsamoras", composições e arranjos de Di ganzá a partir das vivências com o coletivo "Amoràterra". Duo Raiza Ganzá: Violino - Cá Raiza. Violão: Di ganzá.

60º QUINTASOITO
DIA 24 DE ABRIL DE 2014
QUINTA FEIRA - 20 H
ENTRADA FRANCA

ESPAÇO CLARIÔ 
Rua Santa Luzia, 96 - Taboão da Serra - SP
11 4701 8401 - grupoclario@uol.com.br

FESTA "ABRIL CAMINHOS" com a BANDA VEJA LUZ no ESPAÇO CLARIÔ!

SAIBA MAIS: 
11 4701 8401
grupoclario@uol.com.br
www.espaclario.blogspot.com

Curso: "De Teto e de Afeto: Estética, Moradia e Resistência"


Edições Toró, Espaço Clariô e 5º Elemento convidam para o curso:
DE TETO E DE AFETO: ESTÉTICA, MORADIA E RESISTÊNCIA


“DE TETO E DE AFETO: ESTÉTICA, MORADIA E RESISTÊNCIA”, curso em maio com aulas, projeções de vídeos, palestras, andadas, fogueira, panoramas de mirante, audições, mapas e construção de objetos
                                                              *
Chamamos pra estudar junto, vem? Não é evento nem espetáculo o caso. É lição com tição e sabor no saber. Estudar a moradia, seus cheiros de suor e de sonho. Estudar a quebrada de dentro pra fora, a história da cidade e seus subúrbios. Com necessárias didáticas e pedagogias. Vem estudar território, paisagem e ensino, refletir sobre quilombagem, feminismo e arquitetura, sobre várzea, letra e maloca com nossas mais velhas dando aula junto com pesquisadores de sangue no olho.
                                                               *
A luta por moradia entrança a resistência na rua e no peito, a construção da vida no puxadinho e no espelho, os pilares das paredes e dos gestos, a organização lenhosa ou serena do bairro e dos desejos do corpo.
A cama e a cozinha, regentes de tanta poesia e convívio, refletem e influenciam os passos e as políticas da praça pública. Da intimidade e do que vaza do portão, da privacidade e do que não se tranca com cadeado. Moradia é miragem, questionamento e trabalho.
Na história da cidade se acenderam muitos movimentos, coletivos e ocupações por um lar, por uma vila ou por um campinho. No cantinho do cômodo, no escadão e no quintal se educa e se mantém coloridas linhagens ancestrais.

Por necessidade bolamos revides ao que vem ditado de cima pra baixo, às leis de morte e de expulsão, às faxinas étnicas de território, às decisões oficiais de conchavo com os magnatas e latifundiários urbanos. Por precisão se arruma o filtro e a moringa, se banha de balde ou mangueira, se chora com a bica poluída e com o córrego apinhado de plástico.
 
Nas periferias, estilos de criar e de viver vão bailando a dignidade entre goteiras e azulejos, entre festinhas de quintal e vasinhos em beiral de janela, entre cafezinhos e bacias. Nos cortiços por décadas e décadas se desenhou a história de nossos álbuns de família. Nas canções entre o guarda-roupa e o banheiro mora a expressão que põe o público e o privado na massa da mesma fornada. Nos atos de ocupar, orar, brincar, bater palmas na porta, derrubar muro, xingar no portão, ligar fiação ou fechar pra dormir voga um universo de teto e de afeto. Razão de luta e movimentos da razão.
 
 
“DE TETO E DE AFETO: ESTÉTICA, MORADIA E RESISTÊNCIA”, o curso.
No Espaço Clariô. Aos sábados de maio.
Rua Santa Luzia, 96 - Taboão da Serra/SP 
Articulação Pedagógica: Allan da Rosa & Ruivo Lopes
 
03/05: "Portas e varais: espaços geográficos e quebrada", com Dona Dina (Anciã, moradora de Taboão há 50 anos) e Billy Malachias (Geógrafo e educador)

10/05: "Do pau à laje: uma história da moradia paulistana do baldio ao asfalto", com Seu Nelson (Coordenador do Movimento de Luta por Moradia, Centro) e Raquel Rolnik (Professora da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da USP e relatora da ONU sobre moradia)
 
17/05: "Arquiteturas de olhares e passos: entre aldeias e quilombos", com Dona Neide Abati (União Popular de Mulheres do Campo Limpo) e Alex Ratts (Geógrafo e professor de antropologia da Universidade Federal de Goiás/UFG)
 
24/05: "Do acampamento ao Tekoha guarani: morando na semente do futuro", com Jerá
Guarani (Liderança e professora na aldeia Tenondé Porã) e Spensy Pimentel (Professor da Universidade da Integração Latino Americana/ UNILA)
 
31/05: "Ventando a cortina, batendo na mesa: guerra e afeto em feminino no Hip Hop", com Sharylaine (Rapper desde 1986 , integrante da Frente Nacional de Mulheres no Hip Hop ) e Jaqueline Lima Santos (Doutoranda na Unicamp, pesquisadora de Hip Hop)
                                                             *
 “DE TETO E DE AFETO: ESTÉTICA, MORADIA E RESISTÊNCIA”, o curso, em maio. Inscrições até 25/04/2014 no www.edicoestoro.net

quarta-feira, 9 de abril de 2014

CIA LÚDICOS APRESENTA A CIRANDA DO VILLA


E neste domingo (13 de Abril) temos o prazer de receber em nossa casa a Cia Lúdicos com o espetáculo infantil  
A Ciranda do Villa
Texto de Evill Rebouças 
   
Sinopse do Espetáculo


Nossa história começa quando o pequeno e curioso Tuhu – apelido dado a Heitor Villa-Lobos em sua infância e que significa “labareda” em tupi – se entusiasma para conhecer o mundo.  


Ao receber a visita de Tia Fifina e sua trupe – Carlinhos, Manu e Tutuco, respectivamente, Carlos Drummond de Andrade, Manuel Bandeira e Arthur Rubinstein – o menino deseja viajar. Mas seus pais o impedem, em função da pouca idade. De consolo, Tuhu recebe uma viola de presente de Fifina. 
 
Triste, o menino adormece sobre o instrumento e durante o seu sonho parte para uma incessante busca para descobrir a música. Faz então uma viagem por todas as regiões do Brasil – situação ocorrida na vida de Villa-Lobos quando adulto e que serve de base para toda a sua obra posterior.

Nessa viagem, o menino se depara com figuras do folclore brasileiro, com as culturas regionais e com cantigas populares. Ao enfrentar o desconhecido, Tuhu passa a conhecer alguns meandros da música. No nordeste, harmoniza um coro de feirantes que têm medo do lobisomem; no norte e centro-oeste, convidado pelo saci e enfrentando a fúria do curupira, aprende o ritmo com uma tribo indígena; no sul e sudeste descobre a melodia por meio dos sons incessantes da vida urbana e das bocas falantes da mulher de branco.

Assim, Tuhu ao se inspirar em mitos da cultura brasileira, descobre a sua musicalidade; fato que mais tarde se tornou realidade na vida desse grande compositor da música brasileira. 


                                                         Ficha Técnica 
Evill Rebouças                               dramaturgo
Aila Rodrigues                              atriz 
Cristiane Guerreiro                      atriz 
Gizele Panza                                 atriz 
Jéssica Nascimento                     atriz 
Luana Curti                                   atriz e produtora 
Vanessa Menezes                        atriz 
Vera Carnevali                             atriz
Bakhy                                            diretor musical 
Gira de Oliveira                           diretor geral e produtor
A Ciranda do Villa
Local: Espaço Clariô
Dia 16 de abril (domingo) às 16h
Entrada Franca!!!
Rua Santa Luzia, 96 - Taboão da Serra
Fone: 4701-8401
 




 
 

ENSAIO GERAL

Abaixo segue a bela homenagem que Naruna faz ao nosso parceiro Mario Pazini.
O amor deles se refletirá em nossos trabalhos e nos dará força para seguir nossa caminhada...

Ensaio Geral  (Por Naruna Costa)

 

E então, a luz apagou

a platéia sumiu

o cenário revelou-se sucata.

Trapo, o figurino

Borrão, a maquiagem

E a personagem...

Ilusão.

E a magia acabou.

E tudo (que era o mundo)

agora falso, bobo, inútil.

Um vão.

"Meu Bem" era meu maior espetáculo

Minha melhor platéia.

Eu me bastava ali e

juntos, não cabíamos em nós.

Hoje, marionete sem fios

penso:"Como caminhar?"

Boneco que sou

Onde vou

Sem meu animador?

Dez anos de companheirismo, amizade,

carinho, respeito,

Lutas

Sonhos

Amor.

Um amor que era só cuidar

Querer bem.

Nosso pacto: "Meu bem".

Meu bem passarinho

que estava "Sempre bom!"

bem humorado

meu Marinho

generoso, iluminado.

Voou.

Voou de meus braços

E eu, sem asas, não pude alcançar.

Julieta abandonada

viva

no fim da trama

Sem par.

E o espetáculo

que era sucesso desde a estréia

Acabou.

Só deixou a lembrança e a esperança

de re-estrear

em outro teatro

de outro lugar.

E até lá

A vida segue em longo ensaio de quase verdades

leituras brancas

breves esquetes

e muitas passagens...

Técnicas.


Mas ainda resta um foco!

Um tímido refletor que sobrou aceso em mim.

E ele vai servir, sei, para manter iluminado

o coração do CLARIÔ

Filho amado

Fruto de raro amor.

Um legado que fica para homenagear,

representar e defender nossa luta.

Marcar posição.

O Clariô sim terá vida longa

Nos eternizará.

E refletirá toda minha gratidão.


Obrigada Meu Bem!

Por tanto amor e infinita alegria.

Por estar presente, com tanta excelência, nos meus dias

E por permitir minha presença

Tão intensa

Até o ultimo segundo de sua vida.

E ainda digo:

Até que eu ouça o terceiro sinal

Escolho encarar, com coragem,

e em sua homenagem

este Ensaio Geral

Teimando, te amando

E tentando "estar sempre bem"

como você foi pra mim

Até que chegue ao fim

Meu ato

Final.


Tudo vai clarear.